Planejamento Estratégico: Saiba o momento de implantá-lo.




Uma das frases que mais gosto é a seguinte: “Para àqueles que não sabem  onde querem ir, qualquer lugar é bom”.Certamente, porque tal ditado, tão simplista, explica muito bem a situação de muitas microempresas que estão voltadas a um trabalho árduo, porém sem direção e sentido. Este é um problema crônico que é um dos responsáveis pela mortalidade de empresas no Brasil.



Existe um conceito chamado Miopia existencial que acontece quando as empresas enxergam em curto prazo, mas, não enxergam ou enxergam de maneira distorcida em longo prazo, ou seja, estas empresas não se imaginam ou acham que não precisam se imaginar num prazo de 10 a 20 anos. Parece loucura falar numa projeção tão distante, mas, é isto que dá alicerce as organizações para direcionarem seus esforços de forma objetiva; eficiente e coerente com a missão da organização.

A nossa cultura brasileira tem enraizado o imediatismo, esta é uma realidade que não podemos negar.  Mas, o mercado e as rápidas mudanças estão mudando as empresas no sentido  de cobrar planejamento. A partir dessa necessidade de se planejar cria-se a dúvida: Qual o momento certo para implantar o Planejamento Estratégico na empresa e se este modelo serve para as microempresas?

O Planejamento Estratégico  não deve ser utilizado em duas situações. Primeiro: não é indicado para microempresas cuja administração é formada por um único executivo (normalmente o dono) porque, normalmente, as microempresas devem focar suas atividades em buscar inovações e brechas no mercado, necessitando de decisões rápidas e intuitivas, por isto, é inútil um plano passo a passo como é o caso do planejamento estratégico. Segundo: Em empresas que apresentam estrutura de cargos, mas, que não tenham maturidade, ou seja, ainda não têm o costume da disciplina, do processo do planejamento e da técnica.

Quando a empresa passa pelo estágio de centralização das decisões duma única pessoa e já se encontra no estágio de amadurecimento, pode investir no Planejamento Estratégico. Que pode ser definido como a criação de um ponto no futuro aonde a empresa quer chegar (OBJETIVO) e quais os meios que a empresa terá que utilizar para chegar ao ponto almejado (ESTRATÉGIA). Este método mexe com todas as estruturas comportamentais e culturais já existentes na empresa, abrindo portas para renovação e inovação. O PE tem como característica a participação da organização como um todo, não podendo excluir nenhum funcionário, onde os mesmos não podem ser obrigados a seguir as diretrizes criadas, ou seja, a participação deve ser voluntária.

O PE permite que a empresa seja analisada de cima, obrigando os executivos a sair da empresa e olhá-la de fora, permitindo a criação duma estrutura nova e voltada para um horizonte distante. A elaboração do PE é ilustrada, de maneira simples e genial, por Raimar Richers  em seu livro:  Marketing, Uma visão Brasileira, a saber:

O começo dos trabalhos deve ser orientado por um consultor externo que norteia e monitora os debates, esclarecendo dúvidas e jamais impondo conclusões.

Os trabalhos são executados por 3 grupos:

Diretores = Estabelecem quais são os objetivos da empresa ao longo e médio prazo.

Gerentes= Transformam os objetivos estratégicos em  metas e decisões de nível operacional.

Funcionários =  executam as atividades para se alcançar as metas.
O projeto deve analizar os seguintes fatores:




Normalmente, todo começo é difícil e executar um Planejamento Estratégico está incluso nesta regra, mas, os resultados são surpreendentes, visto que, os níveis organizacionais irão falar a mesma língua e juntar esforços em função dum objetivo comum.
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