Virei líder, e agora?

Certamente, esta é uma pergunta que toda pessoa  faz quando assume cargo de liderança. O medo do desconhecido,  a ansiedade de gerar resultados, a preocupação em não ser aceito ou respeitado pela equipe torna a vida profissional  do futuro líder muito confusa. A transição de uma cargo técnico  para um cargo de gestão, onde está envolvido “pessoas” e suas subjetividades  é muito tempestuosa e agitada porque o futuro líder irá trabalhar em cima das habilidades e competências da sua equipe e não apenas do seu desempenho individual.

Gerir pessoas não é pra qualquer um! Por isto, poucos lideram muitos. Todo  gestor, assim que se torna líder, quer ser aceito pela equipe ou  quer ter respeito. É nisso que muitos cometem o primeiro erro, em ser camarada demais até que chegue um ponto em que sua equipe não consiga separar a relação interpessoal com o líder e suas obrigações, ou seja, os funcionários ficam ‘soltos’ para se auto delegar e confundem o que pode e do que não pode.  Este tipo de liderança democrática  “deixa fazer”  tem muita dificuldade em gerar resultados.

Outros lideres tentam impor seu respeito através do controle, principalmente quando o líder é jovem. Lembre-se, o líder controla processos e métodos e não pessoas, estas tem acompanhamento.  Fazer com que as pessoas  cumpram seus deveres através do grito não é uma boa idéia. Hoje mesmo, presenciei um gestor falando com uma vendedora com um tom muito alto e pior, na frente de outros funcionários. Se for dar elogio que seja na frente de todos e se for dar bronca que chame o funcionário para uma sala reservada.Esta é uma regra básica. Existe um meio termo entre ser solto demais e ser autoritário que deve ser perseguido.

Orientar  o funcionário para uma execução de tarefa ou alcance de meta é um das principais obrigações do líder. “Eles não sabem o que fazem”, Jesus estava certo. Os colaboradores também não sabem o que fazem, ou seja, se for deixá-los  se auto-delegar , dificilmente os resultados irão aparecer, isto porque não existe um processo ou trabalho técnico que se desenrole naturalmente, as pessoas precisam de direcionamento para gerar resultados. O líder precisa aprender a pensar pela organização e isto envolve uma visão sistêmica da empresa.

Se o gestor é especialista em determinada área e não conhece o modelo de negócio da empresa é certo que ele não irá conseguir interligar os objetivos do seu setor(Marketing, Finanças, planejamento, etc) com os objetivos da empresa. Este “conhecer, enxergar”  nós chamamos de “visão Holística”.
Administrar conflito! Esta é uma tarefa muito importante para a sobrevivência do líder e de sua equipe. Os problemas irão aparecer, isto é fato, mas ter calma e habilidade para delegar as pessoas certas e recursos certos é uma arte! Por isto, o líder deve estar preparado para as situações adversas  e reagir com segurança.  Lembrando que são  as ações do líder diante   problemas que  testam os gestores e tiram sua credibilidade.


Estar a frente não é fácil, porém, para àqueles que tem vontade de fazer as coisas acontecer , assumindo riscos e responsabilidades é uma ótima experiência.
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